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RENÚNCIA DE CUNHA TEM APOIO DE 45%

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São Paulo (AE) – Um levantamento realizado pelo Datafolha aponta que, de 324 deputados federais entrevistados pelo instituto, quase metade deles (45%) entende que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deveria renunciar ao cargo. A outra metade, por outro lado, ou defende que o peemedebista permaneça (20%), ou não se posicionou sobre o assunto (30%).

Cunha é investigado no âmbito da Operação Lava Jato, sob acusação de manter contas secretas no exterior abastecidas com dinheiro supostamente desviado da Petrobras. O peemedebista nega e tem repetido em público que não cogita renunciar à presidência da Câmara. Cunha também é quem está conduzindo o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara.

Ontem, o peemedebista confirmou que vai definir em novembro se vai deferir ou não os pedidos de impeachment contra Dilma que foram protocolados na Casa. “Vamos, no curso do mês de novembro, tomar uma decisão. Mas não vamos estimular o debate”, disse o peemedebista ao Estado.

O Datafolha também questionou os parlamentares sobre a hipótese de votar pela cassação de Cunha. Mais da metade (52% dos deputados) não se posicionou. Disseram que votariam pela cassação do peemedebista 35% dos parlamentares e 13% afirmaram que votariam contra. A pesquisa, que ouviu 63% dos deputados, foi realizada entre 19 e 28 de outubro.

A resolução política aprovada ontem pelo Diretório Nacional do PT faz críticas à atuação política do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas não menciona em nenhum momento as denúncias de corrupção contra ele, investigadas pela Operação Lava Jato. O PT também não defendeu a cassação do deputado no Conselho de Ética, como queria parte da bancada, sob o argumento de que não pode fazer prejulgamentos.

“A situação congressual agravou-se pela preponderância, dentro da bancada do PMDB na Câmara, de sua ala mais reacionária, capitaneada pelo deputado Eduardo Cunha”, diz a resolução. “Depois de conquistada a presidência da Casa, o parlamentar rapidamente pactuou com o bloco PSDB-DEM-PPS e assumiu a liderança de uma agenda para contrarreformas, além de flertar com o impeachment presidencial.”

A inclusão desse trecho no documento foi uma estratégia combinada para fazer um aceno à base social do PT, que protestou contra notícias dando conta de um “acordo” com Cunha para salvar o mandato da presidente Dilma Rousseff.

Ao adiar um posicionamento sobre a cassação do deputado no Conselho de Ética, porém, a cúpula do PT só quer ganhar tempo. Cabe a Cunha decidir se aceita ou não pedido de impeachment contra Dilma. O presidente da Câmara é acusado de manter contas secretas na Suíça com dinheiro desviado da Petrobras. Além de omitir as denúncias contra Cunha, o PT enquadrou seus três deputados que integram o Conselho de Ética. Todos terão de seguir a orientação do partido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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